Vou iniciar aqui um tópico sobre a realidade da enfermagem pré hospitalar noutros paises. Alguns paises estão organizados de tal forma que os enfermeiros que exercem actividade no pré hospitalar, fazem-no de forma exclusiva e a tempo inteiro.
Vou trazer essas informações para debate, com o objectivo de chegarmos a um entendimento sobre a nossa realidade em Portugal.
Em Portugal, penso que falta vontade de quem dirige os enfermeiros para tomar decisões, talvez porque até agora quem estava na OE, desconhecia qual era o papel do enfermeiro na "rua". Por outro lado o próprio INEM, definia o enfermeiro como condutor da VMER, onde também colocada o TAS. Sem querer de forma nenhuma desprezar a classe dos tripulantes, penso que um dia o INEM teria que arrumar a casa, embora o esteja a fazer neste momento, mas de uma forma pouco correcta.
Vamos tentar aprender alguma coisa com aqueles que tem a profissionalização dos enfermeiros que trabalham no pré hospitalar, onde existem competências bem definiodas e protocolos bem elaborados e explicitos.
Outra questão que deve servir para reflexão é o facto de em Portugal apenas alguns enfermeiros tem o direito de trabalhar no pré hospitalar, estando vedado à maioria, e porquê? Eu respondo com conheciemnto de causa e sem qualquer problema em afirmar, porque já tenho uns bons anos de pré hospitalar: as vmer,s tornaram-se um local de elite onde apenas entra quem tem "amigos", para não dizer "cunhas", como tal em geral apenas entram entre 12 e 14 enfermeiros, os restantes que são filhos de um Deus Menor e que até vivem com paixão o pré hospitalar, não tem "amigos" ficam à porta.
O que deveriam ser concursos nacionais onde se prestassem provas escritas e práticas, torna-se um concurso interno no hospital onde o enfemeiro que é nomeado coordenador convida uns "amigos" para a VMER. Alguns nunca viram uma ambulância à frente, e muito menos tem vontade em sujar a farda, mas como é "IN" ser "enfermeiro da VMER", e como até se ganha relativamente bem, vamos lá!
Caros amigos não pode funcionar assim!
O que me leva a escrever algumas reflexões neste blog, é a vontade de que a enfermagem pré hospitalar seja uma realidade e se possivel uma competência ( à luz do que tem a Ordem dos Médicos). No futuro não farei muitas considerações sobre a enfermagem em Portugal, até porque a minha ideia é ajudar e não ser mais um dos enfermeiros que atira umas "bocas" para o ar, como tal vou apresentar um pequeno "estudo" que fiz sobre outras realidades, apresentando alguns casos que tive oi previlégio de conhecer pessoalmente e de ter estagiado, e depois quem "tem o poder", que utilize se o entender.
Eu há cerca de 2 anos fiz chegar à mãos da OE, do INEM, e do Ministério da Saude, um documento com uma proposta de competências para enfermeiros, talvez um dia eu receba uma resposta.
Até breve!
domingo, 18 de maio de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
Fisiopatologia do Transporte Sanitário - 1ª Parte
A transferência de doentes realiza-se por três meios de transporte sanitário:
- Terrestre
- Aéreo
- Marítimo
A escolha do tipo de transporte determina-se em relação a certos condicionamentos:
Distância a percorrer
Dificuldade de acesso ao doente
Gravidade
Densidade de trânsito
Situação meteorológica
Disponibilidade de recursos sanitários
Qualquer que seja o meio utilizado, deve reunir as condições suficientes para garantir a assistência e facilitar o transporte mais rápido e cómodo, permitindo melhorar o prognóstico vital e funcional a curto e longo prazo, respectivamente
As características especiais do meio em que se produz uma evacuação, fazem com que o doente seja submetido a incidências físicas que originam respostas fisiológicas, em forma de alterações ventilatórias e cardiocirculatórias. Têm pouco significado em pessoas saudáveis, mas com graves consequências para doentes instáveis.
Também ocorre repercussão sobre os sistemas diagnósticos de monitorização, na perfusão de fármacos e nas características fisicoquímicas de alguns fármacos.
As alterações vão depender de :
Variações na velocidade (aceleração e desaceleração)
Vibrações
Ruídos
Altitude – diminuição da pressão parcial de O2 (PaO2); aumento do volume aéreo nas cavidades fechadas.
Estas particularidades dos meios assistenciais, utilizados nas evacuações, configuram uma idiossincrasia que a equipa sanitária deve conhecer para poder adaptar-se ao meio e poder previnir as consequências dos efeitos físicos sobre o doente, bem como realizar as modificações necessárias.
- Terrestre
- Aéreo
- Marítimo
A escolha do tipo de transporte determina-se em relação a certos condicionamentos:
Distância a percorrer
Dificuldade de acesso ao doente
Gravidade
Densidade de trânsito
Situação meteorológica
Disponibilidade de recursos sanitários
Qualquer que seja o meio utilizado, deve reunir as condições suficientes para garantir a assistência e facilitar o transporte mais rápido e cómodo, permitindo melhorar o prognóstico vital e funcional a curto e longo prazo, respectivamente
As características especiais do meio em que se produz uma evacuação, fazem com que o doente seja submetido a incidências físicas que originam respostas fisiológicas, em forma de alterações ventilatórias e cardiocirculatórias. Têm pouco significado em pessoas saudáveis, mas com graves consequências para doentes instáveis.
Também ocorre repercussão sobre os sistemas diagnósticos de monitorização, na perfusão de fármacos e nas características fisicoquímicas de alguns fármacos.
As alterações vão depender de :
Variações na velocidade (aceleração e desaceleração)
Vibrações
Ruídos
Altitude – diminuição da pressão parcial de O2 (PaO2); aumento do volume aéreo nas cavidades fechadas.
Estas particularidades dos meios assistenciais, utilizados nas evacuações, configuram uma idiossincrasia que a equipa sanitária deve conhecer para poder adaptar-se ao meio e poder previnir as consequências dos efeitos físicos sobre o doente, bem como realizar as modificações necessárias.
Papel do Enfº na àrea pré hospitalar
Relativamente ao papel do enfermeiro na área da emergência pré hospitalar, especificamente na VMER, podemos afirmar que na verdade é a mais recente das vertentes profissionais, assumidas pelos enfermeiros em Portugal. São por isso muitas vezes denominados por enfermeiros de rua. E assim colocam-se algumas questões?
o Será que se estará a criar uma nova tendência ou um novo perfil no papel do enfermeiro?
o Estará a profissão de enfermagem preparada para esta área?
o Será este um papel para os enfermeiros abarcarem?
o Quais são as competências que os enfermeiros devem ter?
o O futuro passará pela especialização dos enfermeiros em emergência pré hospitalar?
Estas são questões levantadas que estão sujeitas a vários discursos, já a várias décadas, quer a nível nacional como a nível internacional.
o Será que se estará a criar uma nova tendência ou um novo perfil no papel do enfermeiro?
o Estará a profissão de enfermagem preparada para esta área?
o Será este um papel para os enfermeiros abarcarem?
o Quais são as competências que os enfermeiros devem ter?
o O futuro passará pela especialização dos enfermeiros em emergência pré hospitalar?
Estas são questões levantadas que estão sujeitas a vários discursos, já a várias décadas, quer a nível nacional como a nível internacional.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Requisitos Gerais
1. Disposição pessoal para a actividade
2. Equilíbrio emocional e auto controlo
3. Disposição para cumprir acções orientadas
4. Disponibilidade para recertificação periódica
5. Experiência profissional previa em serviço de saúde, voltado para receber urgências e emergências
6. Iniciativa e facilidade de comunicação
7. Destreza manual e física
8. Capacidade de trabalho em equipa
2. Equilíbrio emocional e auto controlo
3. Disposição para cumprir acções orientadas
4. Disponibilidade para recertificação periódica
5. Experiência profissional previa em serviço de saúde, voltado para receber urgências e emergências
6. Iniciativa e facilidade de comunicação
7. Destreza manual e física
8. Capacidade de trabalho em equipa
Enfermeiro do Pré Hospitalar

O enfermeiro que exerce actividade no pré hospitalar, deve ser um profissional habilitado e credenciado para integrar a equipa médica de emergência. Além da intervenção conservadora no atendimento da vítima, é habilitado a realizar procedimentos, sob prescrição médica, na vítima de trauma de trauma e de outras emergências médicas, dentro do âmbito da sua qualificação profissional.
O enfermeiro deve ser por isso, um profissional de nível superior, habilitado para acções de enfermagem no atendimento pré hospitalar aos doentes, e ás acções administrativas e operacionais do sistema de emergência, inclusive na realização de formação para capacitação dos profissionais do sistema de emergência, bem como com as acções de supervisão e educação dos mesmos.
O enfermeiro deve ser por isso, um profissional de nível superior, habilitado para acções de enfermagem no atendimento pré hospitalar aos doentes, e ás acções administrativas e operacionais do sistema de emergência, inclusive na realização de formação para capacitação dos profissionais do sistema de emergência, bem como com as acções de supervisão e educação dos mesmos.
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